Paulo Coelho: 70 anos de um brasileiro incompreendido


Paulo Coelho, carioca da gema, é um dos escritores brasileiros mais reconhecido internacionalmente. Famosos e anônimos, de Obama a Madonna, já leram pelo menos um de seus livros. São 21 títulos publicados, traduzido para mais de 80 línguas e publicado em mais de 170 países… e ainda assim, muitos de nós, brasileiros, torcem o nariz para ele. Seja pelos textos simples (ou escrita pobre, segundo alguns críticos) ou pela vida discreta (outrora ele sempre falava de si como um mago, alguém fora de série, hoje raramente dá entrevistas), é inegável que ele levou o Brasil a altos patamares literários. Depois de Jorge Amado, ele é o brasileiro mais lido fora do país.

O mais incrível é que o leitor pode se identificar com qualquer um de seus personagens, não necessariamente sendo brasileiro. Talvez isso – e o misticismo sutil – tenha conquistado tanta gente. Ou pelas mensagens que ele transmite: não escreve auto-ajuda, mas consegue demonstrar que a força de vontade do indivíduo e um pouco de fé é o suficiente para que ele vença. Qualquer ser humano em qualquer parte do globo consegue se ver em suas histórias. Até mesmo se a pessoa nascer em um país extremamente laico, como a Alemanha.

Talvez os acadêmicos se incomodem com o sucesso dele (na verdade, os acadêmicos se incomodam com muita coisa…), ou com a presença dele na Academia Brasileira de Letras (Paulo é um imortal, sentado na cadeira 21). Gênio para uns, maluco para outros, mas admitamos que, se o autor de sucessos como “O Alquimista” e “O Diário de um Mago” dependesse só das músicas que ele compôs para Raul Seixas (Sociedade Alternativa é a mais famosa), dificilmente ele seria tão falado assim. Nesta quinta, 24,  ele completa 70 anos. Um homem que teve sua vida esmiuçada no livro “O Mago”, de Fernando Morais, e que ainda pode dar muito ao país. Basta que os brasileiros deem uma oportunidade. Não é tão ruim assim. E não deve ser à toa que ele é o segundo autor mais vendido no mundo.

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